A variante é considerada pela OMS como uma das principais variantes de preocupação (VOC) em circulação no mundo.
A UFPE finalizou mais uma fase do projeto de sequenciamento genômico do novo coronavírus “Diversidade genômica de cepas de Sars-CoV-2 circulantes no estado de Pernambuco”. O estudo, que é financiado com recursos do Ministério Público do Trabalho de Pernambuco (MPT-PE), tem como principal objetivo auxiliar os órgãos de saúde estaduais no mapeamento das variantes de Sars-CoV-2 circulantes em Pernambuco. Nessa etapa, foram obtidas as sequências genômicas completas de 63 amostras clínicas oriundas de 23 municípios representativos das regiões imediatas de Araripina, Arcoverde, Belo Jardim/Pesqueira, Caruaru, Garanhuns, Limoeiro, Recife, Serra Talhada e Surubim.
O projeto é desenvolvido por 30 pesquisadores – dentre estudantes de graduação e de pós-graduação, além de professores e técnicos – ligados ao Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica Suely Galdino (Nupit SG) e ao Laboratório de Bioinformática e Biologia Evolutiva (Labbe) do Departamento de Genética do Centro de Biociências (CB) da UFPE.
As análises do trabalho evidenciaram o amplo predomínio (90,5%) da variante Gamma nos municípios da amostragem. Essa variante, também denominada de P.1 e inicialmente identificada em Manaus (AM), é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma das principais variantes de preocupação (VOC) em circulação no mundo. O estudo revelou também a presença das linhagens P.1.1 (6,3%) e P.1.2 (3,2%), ambas derivadas da variante Gamma, o que evidencia a sua notável capacidade de diferenciação genética ao longo do tempo.
Entre as amostras investigadas, destacam-se aquelas que foram obtidas a partir de quatro profissionais de saúde que já tinham completado o esquema vacinal (duas doses) recomendado pelos órgãos de saúde brasileiros. O quadro clínico por eles apresentado foi leve, mas a constatação da infecção pela variante Gamma, de acordo com os pesquisadores, deve servir como reforço para o apelo das autoridades sanitárias quanto à manutenção das medidas preventivas (distanciamento social, uso de máscara e higienização das mãos) mesmo pelas pessoas que já foram completamente vacinadas contra a covid-19.
No estudo realizado, não se constatou ainda a circulação da variante delta (ou B1.617.2), tipo viral originalmente identificado na Índia e associado ao recrudescimento da pandemia em vários países do mundo, que já foi detectado em, pelo menos, oito estados brasileiros. Segundo os pesquisadores envolvidos no projeto, a ausência da variante delta poderia ser explicada pelo fato de as amostras terem sido obtidas nas primeiras semanas do mês de junho (a transmissão comunitária da variante só foi confirmada nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro recentemente). O grupo ainda ressalta a importância da vigilância genômica como ferramenta auxiliar nos estudos epidemiológicos da covid-19 por possibilitar o acompanhamento da disseminação e da evolução do novo coronavírus no país.
Fuente: Universidade Federal de Pernambuco
Brasil | COVID19 | Investigación | UFPE
Pesquisadores da UFPE identificam predomínio de variante Gamma do Sars-CoV-2 em 23 municípios do Estado
A variante é considerada pela OMS como uma das principais variantes de preocupação (VOC) em circulação no mundo.
A UFPE finalizou mais uma fase do projeto de sequenciamento genômico do novo coronavírus “Diversidade genômica de cepas de Sars-CoV-2 circulantes no estado de Pernambuco”. O estudo, que é financiado com recursos do Ministério Público do Trabalho de Pernambuco (MPT-PE), tem como principal objetivo auxiliar os órgãos de saúde estaduais no mapeamento das variantes de Sars-CoV-2 circulantes em Pernambuco. Nessa etapa, foram obtidas as sequências genômicas completas de 63 amostras clínicas oriundas de 23 municípios representativos das regiões imediatas de Araripina, Arcoverde, Belo Jardim/Pesqueira, Caruaru, Garanhuns, Limoeiro, Recife, Serra Talhada e Surubim.
O projeto é desenvolvido por 30 pesquisadores – dentre estudantes de graduação e de pós-graduação, além de professores e técnicos – ligados ao Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica Suely Galdino (Nupit SG) e ao Laboratório de Bioinformática e Biologia Evolutiva (Labbe) do Departamento de Genética do Centro de Biociências (CB) da UFPE.
As análises do trabalho evidenciaram o amplo predomínio (90,5%) da variante Gamma nos municípios da amostragem. Essa variante, também denominada de P.1 e inicialmente identificada em Manaus (AM), é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma das principais variantes de preocupação (VOC) em circulação no mundo. O estudo revelou também a presença das linhagens P.1.1 (6,3%) e P.1.2 (3,2%), ambas derivadas da variante Gamma, o que evidencia a sua notável capacidade de diferenciação genética ao longo do tempo.
Entre as amostras investigadas, destacam-se aquelas que foram obtidas a partir de quatro profissionais de saúde que já tinham completado o esquema vacinal (duas doses) recomendado pelos órgãos de saúde brasileiros. O quadro clínico por eles apresentado foi leve, mas a constatação da infecção pela variante Gamma, de acordo com os pesquisadores, deve servir como reforço para o apelo das autoridades sanitárias quanto à manutenção das medidas preventivas (distanciamento social, uso de máscara e higienização das mãos) mesmo pelas pessoas que já foram completamente vacinadas contra a covid-19.
No estudo realizado, não se constatou ainda a circulação da variante delta (ou B1.617.2), tipo viral originalmente identificado na Índia e associado ao recrudescimento da pandemia em vários países do mundo, que já foi detectado em, pelo menos, oito estados brasileiros. Segundo os pesquisadores envolvidos no projeto, a ausência da variante delta poderia ser explicada pelo fato de as amostras terem sido obtidas nas primeiras semanas do mês de junho (a transmissão comunitária da variante só foi confirmada nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro recentemente). O grupo ainda ressalta a importância da vigilância genômica como ferramenta auxiliar nos estudos epidemiológicos da covid-19 por possibilitar o acompanhamento da disseminação e da evolução do novo coronavírus no país.
Fuente: Universidade Federal de Pernambuco
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